O documentário sobre Marylin Monroe na Netiflix

Fonte site Netflix

Intitulado The Mistery of Marylin Monroe: The unheard tapes, idealizado pelo autor e jornalista Antony Summer que escreveu a obra Goddess, the secret lives of Marylin Monroe.

O documentário é baseado nas 650 fitas de entrevistas em áudio gravadas pelo autor para escrever o livro.

Como um jornalista investigativo, ele mergulhou na busca da verdade, tentando desvendar o mistério sobre a morte de Marylin Monroe, o fatídico 05 de agosto de 1962.

Para abrir documentário, ele relata a reabertura do caso acerca da morte da atriz acontecido no ano de 1982, ou seja, 20 anos após a sua morte.

O documentário está disponível desde o dia 27 de abril na Netiflix.

Uma das frases embasadas no documentário é retirada do filme Gentlemen Prefer Blondes, na qual ela diz:

“The true things rarely get into circulation, it’s usually the false things”.

Citações sobre o Blackbook, um tipo de Bookrosa que era utilizado na época com as principiantes a atrizes e que Marilyn fazia parte.

In this business in the golden year every casting used to have a blackbook, you know director, every studio used to have a blackbook what I mean? So, every girl, you know, I’m talking about kids that were breaking in like Marilyn Monroe.

Al Rosen Agency

Para leitores de outras biografias da atriz, essa afirmação apresentada não é impressionante.

Após o áudio de Rosen é contada a história da jovem Norma Jean e algumas de suas características pessoais, mencionado Johnny Hyden, um agente de talentos de Hollywood que se apaixonou pela recém chegada aspirante a atriz e que direcionou sua carreira no cinema, sendo que ao final de sua rápida passagem pela vida de Monroe passou seus últimos 18 meses devotados a atriz.

Entre as caracteristícas apontadas por diretores como John Huston, ela era:

Fresh, attractive, shy […] She would reach down and pull something out of herself that was unique and extraordinary.

John Huston

Nessa época ela não tinha técnica como atriz, então contratou um coach para torná-la uma estrela. Informação apontada por Jane Russel que contracenou com Marilyn em Os homens Preferem as Loiras.

Foram colocados variados áudios da família do Dr. Ralth Greenson, o psiquiatra que cuidou dela em seus últimos dias.

O filho do médico, Danny evidencia o estereótipo das pessoas de Hollywood, na qual ele descreve como narcisistas e que não gostava devido a proximidade do emprego de seu pai, porém, depois, cita que Marilyn se torna querida pela família.

A mulher e filha contam episódios sobre o magnetismo pessoal que a atriz tinha, mesmo sem maquiagem, ela atraia as pessoas.

To be sort of almost animal like in their feel in their movements, beautiful and sense poetic.

Na parte amorosa, o celebre romance entre a atriz e Joe DiMaggio até o dia da agressão que culminou na separação dos dois após 9 meses de casamento, mesmo ambos mantendo uma proximidade durante a vida da atriz.

Após isso, o terceiro e último casamento, com o escritor e intelectual Arthur Miller, os abortos e a depressão sempre presente na vida de Monroe.

Mais tarde já consagrada, o envolvimento de Marylin com o presidente John F. Kennedy,  que ela chamava de Prez.

As escutas colocadas na casa dela e de Peter Lawford, cunhado de JFK e ponto de encontro da atriz com os irmãos Keneddys John e Bob, o último chamado de General pela atriz.

Em uma época que ocorria a Guerra Fria, ocorre uma investigação com pessoas ligadas ao comunismo, na qual FBI investigou possível celebridades com ligações em oposição ao capitalismo – que era o sistema de governo adotado pelos Estados Unidos da América.

Marilyn, conforme o documentário, já estava sendo investigada desde o casamento com Miller.

Nessa época Monroe é expectadora das politicas compartilhadas oralmente pelos irmãos Kenedys, em uma década que está enriquecida pela tomada de poder de Fidel Castro em Cuba, a máfia nos Estados Unidos e no meio de tudo isso, um rompimento de relacionamento da atriz com ambos os políticos.

O documentário cria uma linha tênue entre os fatos narrados e o fatídico dia 05 de a agosto de 1962, em que ela é encontrada morta sobre sua cama.

Em 1982 o caso é reaberto e concluído como suicídio, pessoas próximas a atriz citam o afastamento de busca de informações sobre o caso.

Bill Woodfield, fotográfo e jornalista que estava presente no dia da morte da atriz e que trabalhou na cobertura do caso, saiu o business posteriormente.

Para os amantes do cinema ou deslumbrados pela maior pin up do cinema americano, a atriz mais sexy da época de ouro de Hollywood é um entretenimento interessante que traz consigo após assistir o documentário algumas indagações.

https://time.com/6171269/mystery-of-marilyn-monroe-review-netflix/

Arquivo do New York Times

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