O Museu de História Natural de Londres

Museu de História Natural de Londres fica localizado na Exibition Row, ao lado do Museu de Ciência de Londres.

A entrada de ambos os museus é gratuita. Assim, é um passeio interessante para os apaixonados por conhecimento e que desejam um programa acessível.

Retrocedendo no tempo…. vamos ao dia 18 de abril de 1881, quando este abriu as portas do museu.

Sua criação deve-se ao médico Sir Hans Sloane, um colecionador de artefatos que viajou o mundo pesquisando e guardando seus achados. Quando morreu em 1753 sua coleção tinha em torno de 71 mil itens e foi vendido ao parlamento britânico por £20 mil pounds na época.

Um dos protagonistas da história do museu foi com o cientista Sir Richard Owen (1804-1892) biólogo e paleontólogo britânico, criador da palavra dinossauro, (para os “lagartos gigantes”) após identificar fósseis desses animais na Inglaterra.

Em 1856 ele tornou-se responsável pelo British Museum Natural History Collection. Em 1859, Owen trabalhou para a criação de um lugar no qual fossem expostas as coleções de artefatos entregues por pesquisadores e colecionadores. A estrutura do prédio é um exemplo de Romanesque arquitetura, grande e requintado.

Por ser um museu natural, os itens são em maioria fosséis de animais, muitos de milhares de anos, além da evolução dos bichos, por meio de fosséis achados por arqueoólogos e pesquisadores durantes anos.

Muitos dos animais expostos e empalhados são da época vitoriana, isso mesmo… do século 19, exigindo profissionais competentes para a manutenção dos animais e preservação da taxidermia.

Na ala The Wonder of Nature é possível ver mais de 100 espécies de animais raras, incluindo tigre cáspio, que foi extinto em 1960, o crocodilo chinês, o manatee americano, o peixe remo e outras milhares, sim, é muito para se explorar no Museu. Caso você goste de história natural precisará dispor de tempo para conseguir explorar e absorver tudo aquilo que encontra-se exposto ao público.

Entrada do Natural History Museum in Londres – foto da estrutura encantadora do museu.

Na parte Volcanos and Earthquakes: Vulcões e Terremotos

Nesta exibição, além de informações de catástrofes acontecidas durante a história da humanidade com mapas, também há estimativas de mortos durante esses acontecimentos naturais trágicos.

Existe uma simulação de terremoto acontecido no Japão, em Kobe em 1995. Foi montado um mini mercado, com televisões nas extremidades do local, com o vídeo verdadeiro de um mercado no Japão no dia do terremoto. Tudo funcionava normalmente, até que o chão começar a movimentar, o visitante fica em uma plataforma que simula o acontecido, enquanto as câmeras mostram o que ocorreu com o mercado.

Algumas das exibições exigem pagamento, ou seja, para acessá-las deverá se pagar um valor para entrada. https://www.nhm.ac.uk/support-us/membership.html

Em Entomology collections, navegue pela mais antiga e importante coleção de entomologia do mundo, com mais de 34 milhões de insetos e aracnídeos. Reunidos ao longo de 300 anos, estes espécimes são fundamentais para contar a história da coleção e compreender o mundo natural.

https://www.nhm.ac.uk/our-science/collections/entomology-collections.html

Particularmente, o espaço destinado aos dinossauros foi o meu favorito, além da simulação mecânica com uma réplica do Tiranossauro Rex, outros fósseis e réplicas que reproduzem os movimentos são mostrados nessa ala.

Existem fósseis inteiros, tal como do Stegosaurus encontrada em 2003 nos Estados Unidos. e que levou 18 meses para ser totalmente retirado pelos arqueólogos.

Nessa ala da visitação há alguns nomes de arqueólogos e cientistas que foram estudiosos dos dinossauros, dentre eles, Mary Anning (1799-1847) considerada the fossil woman. Ela encontrou o primeiro fóssil de Dinossauro aos 11 anos, isso a instigou durante a vida a procurar por fósseis. Morreu precocemente aos 47 anos, mas seus achados ainda são estudados por cientistas.

Outros nomes memoráveis são Mary e Gideon Mantell. Mary foi uma ativa caçadora amadora de fósseis no século XIX, seu marido Gideon Mantell, um médico, renomado geólogo, amador e paleontologista.

Arquivo pessoal

Na parte The Vault Gallery, encontra-se os cristais, jóias, metais e meteoritos mais finos do mundo!

Além da beleza, são cristais raros, certos itens com mais de 250 anos, descobertos na época do império britânico em suas antigas colônias, alguns expostos com prazo para exibição. Dentre as peças, tem-se:

  • a Esmeralda de Devonshire, uma das maiores e mais ricamente coloridas esmeraldas já encontradas. Além de ser considerada uma das mais famosas esmeraldas não cortadas do mundo, pesando 1.383,93 quilates (276.786 g). Originária da mina de Muzo, na Colômbia, foi presenteada ou vendida pelo imperador Pedro I do Brasil a William Cavendish, 6º Duque de Devonshire em 1831.
  • Rainbow Calcite desde a sua primeira aparição em 2002, a calsílica arco-íris tem sido objeto de debate sobre se era natural ou artificial, com alguns tentando passá-la como natural, alegando que depósitos foram encontrados na China, Brasil, México e Oriente Médio.
  • The Labote nugget, a pepita de Latrobe é um dos maiores aglomerados de cristais cúbicos de ouro conhecidos no mundo e é mantida no Museu de História Natural de Londres, pesa 717 gramas. Pode ser encontrada nos seguintes países: Mount McIvor, Victoria, Austrália.
  • a Pirâmide Aurora da Esperança, uma coleção inigualável de 296 diamantes coloridos

Devido a quantidade de itens presume-se uma visitação rápida de no mínimo 2 horas e 30 minutos, mas já aviso que só na Lojinha do Jurrasic Word se demora, no mínimo, uns 15 minutos. Em breve estarei postando sobre o museu de Ciência Natural, além do passeio no jardim de Kensington, tudo na capital mais colorida da Europa e nessa mesma região.

Inté mais! See ya! Xx

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