Simplesmente Amor

Feliz dia dos namorados!

Então chegou junho e com ele as festas juninas e julinas da metade do ano. A estação já começa a se alterar, transformando o ar do outono no frio do inverno. Diferente o Valentines Day (Dia dos Namorados) na Europa, Estados Unidos, e outras partes do mundo. Em oposição ao Brasil  está data está mais associada ao dia do amor.

Em todas as formas, no Brasil se restringe a namorados e casados. E por ser um país católico a data é um dia antes do dia de Santo Antônio que é dia 13 de junho. Explicado neh? Quem não tem namorado no dia 12, pede no outro dia um milagre pro santo casamenteiro caso católico seja – e santo Antônio é vendido as massas.

Mas decidi falar sobre o amor … na filosofia o amor é dividido em quatro:

  • Amor fraternal – Storge
  • Amizade – Philia
  • Romântico – Eros
  • Incondicional – Agape

Filosofos antigos já tentavam explicar esse sentimento e como ele é intrigante, mas por ser no Brasil a data dos enamorados descreverei um pouco sobre o amor romântico.

E como ele é amplo.

Já vi tantas histórias dessas que a gente fica suspirando até aquelas básicas sem muitos percalsos, simples que foi tão fácil…previsível.

Em conversas com minha vó ela sempre me contava sobre as histórias familiares, tradições e até casamentos…e sempre gostei de ouvir… E como é intrigante escutar as vozes do passado sendo imortalizadas na voz da minha avó.

Felizmente ela casou-se com o homem que ela amava, ela olhou ele indo na mercearia do pai dela e alí já tinha determinado que ele seria seu – e foi, e é.

Já ouvi histórias de familiares que não se casaram com quem amavam, mas o medo da solidão e a pressão familiar por família fizeram de suas dúvidas certezas e após o casamento “tentando” virarem dúvidas novamente até se acomodarem na rotina (palavra tão ambigua) ou se divorciarem.

Nas conversas com minhas amigas quando perguntava: – Mas porque você ficou com ele? A resposta era unanime. – Porque ele me passava segurança.

Segurança, em outras palavras, “ele não vai me deixar – me abandonar”, vou ter estabilidade. Estabilidade tenho no meu serviço, na família… e sempre posso perder… no fim não existe perenidade no tempo porque ele altera pessoas cruelmente com sentimentos insanos que muitas vezes só destroem aquilo que outrora era belo.

Todavia estabilidade e segurança não é amor… amor romântico. Ele é componente , ele não é descrição de sentimento por alguém.

Saber os defeitos… daquela pessoa e mesmo assim decidir que quer aquela pessoa todos os dias.

Sendo romântica como sou sempre achei que o amor é um encontro de almas e quando almas se encontram elas se reconhecem.

É o amor nunca é banal e ele é tão amplo, ele te consome e é consumido em tantos contos mensais com lançamentos nas livrarias digitais ou físicas, em filmes em plataformas, nas músicas de cantores construídas por compositores talentosos…

São tantas experiências…seres humanos vivendo suas vidas e compartilhando-as com os demais e é justamente isso que importa o SER …humano, ator de sua história que tem o poder de contar e viver sua vida por ações loucas, daquelas internas que não se conta nem pro travesseiro ao dormir de tão suas que foram.

Viver da preciosidade de um amor tranquilo e seguro que foi outrora contruído em estruturas previsíveis e que talvez um dia se transforme em amor fraternal e te mantenha com a estabilidade que se procurava de início… ou ter o amor paixão e lutar para que ele se torne incondicional um dia porque de começo ele era extâse, se repousará em quietude um dia e se queimará até se regenerar consequentemente virando rotina de uma vida tranquila e você recontará em seus pensamentos privados aquela paixão de começo que te revigoráva com a dopamina que ela liberava.

Termino com o texto de Garibaldi para Anita, um dos mais belos que já li!

Feliz amor! Feliz vida!

“Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. […] A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminiscência. A saudei finalmente e lhe disse: ‘Tu deves ser minha!’. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor”.

Retirado do livro “Memórias de Garibaldi” de Alexandre Dumas, amigo pessoal e admirador de Garibaldi, ouviu por incontáveis horas as narrativas de Giuseppe Garibaldi em Paris, no final de 1860. Dumas é autor de O Conde de Montecristo, O Homem da Máscara de Ferro e Os Três Mosqueteiros, entre tantos outros clássicos.

Simplesmente Amor – Jessica Farias I Letra e melodia de Junho 2021.

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