Desde a estreia da nova versão de Branca de Neve em março de 2025, o clássico premiado de animação de 1937 voltou a ser tema de conversa e reflexão. Como todo conto de fadas, a história por trás da princesa é tão rica e simbólica quanto o próprio desenho.


Os mitos e contos de fadas são histórias simbólicas que carregam ensinamentos profundos, muitas vezes mascarados por uma fachada moral.
Em tempos de intensas transformações, é comum revisitar essas histórias e questionar os estereótipos atribuídos às princesas frequentemente vistas como frágeis ou irrelevantes.
Porém, é na moral da história que reside o verdadeiro poder transformador.
Você sabia que Branca de Neve pode ter sido inspirada em uma pessoa real?
Maria Sophia von Erthal, uma baronesa alemã do século XVIII, cuja vida foi marcada por desafios e solidão, muito diferente do final feliz da princesa dos Irmãos Grimm ou da versão da Disney.
Na animação de 1937, um marco do cinema infantil, Branca de Neve é a personificação da bondade, e sua madrasta, da inveja e do ódio.
A maçã envenenada que quase destrói a princesa simboliza o “envenenamento” do coração, das paixões e vícios que nos afastam da voz da alma nossa intuição.
Se Branca de Neve tivesse ouvido seus instintos, talvez tivesse evitado o perigo e comido aquela maça.
A história também revela uma jovem que enfrenta a perda da mãe e a ausência de uma figura materna protetora, o que dificulta o seu autoconhecimento e a construção do ego. Ainda assim, ela abraça as oportunidades, cria caminhos para fugir e se abre para o amor.
O famoso beijo do príncipe, que “ressuscita” Branca de Neve, foi uma criação da Disney para alimentar o romantismo em um período pós-guerra, quando o mundo precisava de esperança. Já na versão original, a princesa revive por um acaso um lembrete de que o bem pode vencer o mal, apesar dos desafios.
Os sete anões representam as emoções humanas, e Branca de Neve aprende a enfrentar e conviver com todas elas, inclusive as menos agradáveis, como o Zangado.
Sua “morte” é simbólica: é o momento em que ela renasce para a vida adulta, pronta para ser protagonista da própria história.
Por fim, a trama nos convida a refletir sobre o destino e o livre-arbítrio. Embora o conto fale de um destino aparentemente fixo, ele nos mostra que nossas ações podem transformar a trajetória da vida.
A grande lição de Branca de Neve é que a chave para a nossa história está sempre em nossas mãos.