Sou o ar da brisa que dança à beira-mar.
Sou suavidade que busca o belo, o justo, o equilibrado.
Carrego em mim o desejo profundo pela paz
mesmo que, para isso, eu precise me calar… ou me anular.
Temo as escolhas erradas,
essas que derrubam castelos de vidro com um só sopro.
Por isso, prefiro sempre ter um plano B
do que me lançar no vazio sem nada em mãos.
Gentil, sim. Emocional, não.
Por mais doce que pareça,
sou da essência Yang
e tudo que faço passa primeiro pelo crivo da razão.
Meus sentimentos vestem máscaras,
sou ator nato no palco social.
Flerto com a vida, com olhares, com gestos
não por vaidade, mas por necessidade de aceitação.
Não me julgue, por favor.
Observo tudo em silêncio.
Sou Lua que analisa, que pondera,
que pesa os prós e contras antes de tocar o coração.
Quando a tristeza me alcança,
é o peito que adormece
não por falta de amor,
mas por medo de perder o eixo.
No fim das contas, tudo o que desejo
é alguém que caminhe comigo,
lado a lado,
na balança da minha vida.
