Olá, queridos!!! Antes de começar, um lembrete importante!
Os textos a seguir partem do estereótipo menos desenvolvido de cada signo, ou seja, representam seus padrões mais desafiadores, suas sombras e comportamentos que podem aparecer quando aquela energia está sendo vivenciada de forma imatura ou desequilibrada.
Mas atenção: o Nodo Sul não representa apenas aquilo que precisamos superar. Ele também revela talentos, habilidades e características que já dominamos e que podem, e devem continuar sendo utilizadas ao longo da nossa jornada. O objetivo não é abandonar o Nodo Sul, mas integrar seus recursos e utilizá-los de maneira mais consciente, enquanto caminhamos em direção ao propósito simbolizado pelo Nodo Norte.
Por isso, não tome esta leitura como uma verdade absoluta sobre você ou sobre qualquer pessoa. Um mapa astral é muito mais complexo do que um único posicionamento. Para compreender verdadeiramente uma personalidade e a dinâmica de um mapa, é necessário analisar o conjunto: signos, casas, planetas, aspectos e a relação entre todos esses elementos.
Use esta leitura como uma ferramenta de reflexão, e não como um rótulo. A astrologia não se resume a um único ponto do mapa e você também não.
Anos correspondentes ao Nodo Sul em Capricórnio, confira com atenção se o seu ano de nascimento está na tabela abaixo antes de prosseguir:
| Período |
|---|
| 12 mai 1944 – 02 dez 1945 |
| 24 dez 1962 – 25 ago 1964 |
| 25 set 1981 – 16 mar 1983 |
| 10 abr 2000 – 13 out 2001 |
| 07 nov 2018 – 05 mai 2020 |
E agora… vamos falar sobre a sua alma.
O momento agora é só seu.
Existem memórias que permanecem gravadas na alma talvez de outras vidas, e algumas dessas recordações continuam a ecoar em mim no presente.
A minha traz lembranças do que existe de mais pragmático e terreno na existência.
Eu sabia que a vida tinha um manual a ser seguido: bastava colocar um plano em mente e, então, lutar para persegui-lo.
Fui ambicioso(a)…muito.
O prestígio, o status e a minha reputação eram importantes na verdade, essenciais.
Vivi a vida com a seriedade que acreditava ser necessária. Sempre fui muito pessimista e criticava as ideias malucas ou fora da realidade das pessoas com quem convivia.
Não porque quisesse o mal, mas porque não conseguia compreender as pessoas que viviam a realidade de uma maneira diferente daquela que eu considerava possível.
Assim, criei um perfil de justiceiro da conduta alheia: se ninguém tinha coragem de colocar “aquela” pessoa em seu lugar, eu fazia.
Desde a mais tenra idade, havia em mim o espírito de alguém que sabia comandar as situações e que, muitas vezes, apresentava posturas mais “maduras” do que seria esperado para a minha idade.
No amor, fui pragmático(a). Eu calculava:
Por que estou com tal pessoa?
O que esse relacionamento me proporciona?
Qual será a sua durabilidade?
Quanto devo insistir e investir do meu tempo e da minha energia para construir uma estrutura dentro dele?
E, depois do casamento, vinha a necessidade de construir patrimônio e status.
Uma das coisas que mais me orgulhavam era quando alguém perguntava há quanto tempo eu estava com determinada pessoa ou há quanto tempo trabalhava em uma empresa, e a resposta era: “Muitos anos”.
Havia em mim uma mesquinhez imensa. Ainda hoje, nesta vida, posso cortar a embalagem da pasta de dentes para ter certeza de que não sobrou nada.
Mas também posso ter rompantes inesperados e gastar com uma viagem para um hotel cinco estrelas ou com roupas caras.
No fim, o beneficiário deveria ser eu mesmo ou os poucos que eu intitulava como especiais.
Admito que a palavra durabilidade sempre foi muito importante para mim.
Em muitas vidas, deixei grandes paixões de lado por aquilo que seria mais rentável.
Minhas ações, palavras e escolhas eram calculadas.
Frieza, racionalidade e foco. Isso criava futuro.
Meu senso de humor era sarcástico, e eu tinha faro para observar e identificar situações ou ações erradas das pessoas, como pequenos desvios daquilo que eu considerava correto.
Também alegrava os outros quando usava meu senso de humor sarcástico para fazer piadas sobre aquilo que observava. Porém, nunca gostei quando a piada era revertida contra mim.
Aprendi, durante várias vidas, a comandar e mandar. E, por essa habilidade, desenvolvi a mania de dizer aos outros o que deveria ser feito.
Eu tinha paciência.
“Seja sábio: eu mando, você obedece. Faça.”
Eu não executava; eu ordenava.
E então observava, esperando para comentar depois se a pessoa havia feito exatamente do jeito que eu queria.
Isso é liderança, não é?
Eu acreditava que não bastava ter uma posição hierárquica: era preciso transmitir uma imagem de autoridade.
Sempre tive dificuldade em confiar nos outros, porque sabia que confiar é colocar a sua vulnerabilidade nas mãos de outra pessoa.
Muitas vezes, confiamos em um ouvido atento e esquecemos que as informações não permanecem apenas na audição do outro. Depois, elas podem ganhar voz e ser usadas contra nós.
Para mim, confiar significava abrir mão do controle.
E eu não queria perder o domínio sobre mim.
Cultivei poucas amizades, baseadas em interesses comuns e preservadas ao longo da vida. A expressão “amigos de infância” poderia caber muito bem nos vínculos que criei.
Fui uma alma sagaz, e a palavra “desistir” nunca esteve escrita no meu dicionário.
Encontrei nos casamentos prestígio por meio das alianças e, no mundo corporativo, busquei o topo.
Se precisasse chegar a gerente-geral vindo do chão de fábrica, eu aguardava, me especializava e, depois de 10, 20 ou 30 anos, chegaria lá. Afinal, meus colegas haviam desistido por falta de resistência e permanência.
Eu entendia que o tempo é aliado dos sábios.
Minha rigidez era tão latente que atacava meus dentes, meus joelhos e minhas costas, que rangiam pela falta de flexibilidade que habitava em mim.
Nunca me permiti curvar-me para ninguém.
Mas agora decidi mudar.
Quero me flexibilizar. Precisarei me conectar com os meus sentimentos, que foram tão reprimidos.
Fazer as pazes com a intuição e começar a escutá-la.
Aprender a demonstrar afeto sem receio, por meio de gestos como abraços e beijos. Na fala, deixar de lado as palavras tão rígidas e substituí-las por um tom gentil, que conforte as pessoas.
O Nodo Norte em Câncer1 agora é a meta, o foco. E, para isso, precisarei deixar de olhar apenas para o pico da montanha e começar a olhar para mim.
É como se eu estivesse cercado(a) por várias cachoeiras2, e as águas não conseguissem mais ser contidas.
Eu queria subir ao topo, ver a paisagem de cima, mas as águas me impediam.
Eu queria controlar o fluxo. Queria saber onde a água cairia, quanto tempo levaria, qual seria o próximo movimento. Queria construir margens, estabelecer limites, criar estruturas.
Mas a água não nasceu para obedecer às estruturas que eu construí. E talvez essa tenha sido a grande lição.
Aquelas águas imensas, voluptuosas e intempestivas eram também tudo aquilo que eu havia reprimido dentro de mim.
Eram as lágrimas que eu não permiti cair. Porque sentir é força, não insegurança.
Preciso, além de olhar para mim, olhar nos olhos dos outros, compreender e aprender sobre empatia.
Colocar-me no lugar dos outros. Preciso aprender a amar a infância, a vida sem tantas obrigações, e a curtir o momento.
Continuar enfrentando a vida com coragem, mas descobrir a delícia de ter uma família e não viver mais em função da reputação pública.
Minha vida não precisa mais ser um troféu a ser exposto por suas boas escolhas e oportunidades.
Por muitas vidas, conquistei status por meio da realização dos meus objetivos, sendo ambicioso e, muitas vezes, ganancioso.
Nesta vida, será o Amor que deverá guiar a minha existência. Aprender a ser humilde. E humildade não tem nada a ver com não gostar de gastar dinheiro. Isso é ser mesquinho e avarento.
Humildade é saber respeitar as pessoas pelo pouco que têm, independentemente do que possuam. Respeitarei cada pessoa por aquilo que, em essência, ela é.
Ser humilde é saber escutar a pessoa mais simples e aprender com ela.
Precisarei retirar a armadura que carreguei por tantas vidas e mostrar minha verdadeira face.
Aprender sobre a docilidade do signo de Câncer, que fala de família, intimidade e vida privada.
Aprendi a comandar, a me posicionar e a estruturar. E, nesta vida, vim aprender a cuidar, proteger e amar de verdade!
Durante muitas existências, o comando fez parte da minha vida. Nesta, vou aprender a exercer minha força com benevolência.
Ser ombro e consolo para quem me procura, ser fortaleza para aqueles que amo e demonstrar isso.
Eu sabia como construir uma vida, agora preciso aprender a viver uma vida, a retribuição deverá permear minhas ações.
Agora preciso olhar para o lado e me questionar: “Mas quem estará ao seu lado quando você chega lá?”
Muito me foi dado. Agora está na hora de retribuir de forma concreta.
E, mais do que tudo, aprender a agradecer, porque ninguém, NINGUÉM, se constrói sozinho.
Característica a ser desenvolvida: Amorosidade e empatia
Principal defeito: Rigidez
Eixo: Reputação pública (Capricórnio) e segurança emocional (Câncer)
- O Nodo Norte representa um caminho de desenvolvimento, não um destino garantido. A alma é convidada a desenvolver nesta vida. Como temos livre-arbítrio a pessoa pode:
permanecer quase toda a vida nos padrões do Nodo Sul, por serem familiares e confortáveis;
e desenvolver parcialmente as características do Nodo Norte. ↩︎ - Quando escrevi este texto pensei nas Cataratas do Iguaçu, para quem sabe de Astrologia, Câncer representa a água das cachoeiras, que transbordam e possuem uma força interna muito grande. ↩︎
