Nodo Sul em Aquário e Nodo Norte em Leão

Olá, queridos!!! Antes de começar, um lembrete importante!

Os textos a seguir partem do estereótipo menos desenvolvido de cada signo, ou seja, representam seus padrões mais desafiadores, suas sombras e comportamentos que podem aparecer quando aquela energia está sendo vivenciada de forma imatura ou desequilibrada.

Mas atenção: o Nodo Sul não representa apenas aquilo que precisamos superar. Ele também revela talentos, habilidades e características que já dominamos e que podem, e devem continuar sendo utilizadas ao longo da nossa jornada. O objetivo não é abandonar o Nodo Sul, mas integrar seus recursos e utilizá-los de maneira mais consciente, enquanto caminhamos em direção ao propósito simbolizado pelo Nodo Norte.

Por isso, não tome esta leitura como uma verdade absoluta sobre você ou sobre qualquer pessoa. Um mapa astral é muito mais complexo do que um único posicionamento. Para compreender verdadeiramente uma personalidade e a dinâmica de um mapa, é necessário analisar o conjunto: signos, casas, planetas, aspectos e a relação entre todos esses elementos.

Use esta leitura como uma ferramenta de reflexão, e não como um rótulo. A astrologia não se resume a um único ponto do mapa e você também não.

Anos correspondentes ao Nodo Sul em Aquário, confira com atenção se o seu ano de nascimento está na tabela abaixo antes de prosseguir:

Período
22 nov 1942 – 11 mai 1944
11 jun 1961 – 23 dez 1962
12 jan 1980 – 24 set 1981
20 out 1998 – 09 abr 2000
28 abril 2017 – 06 nov 2018

E agora… vamos falar sobre a sua alma.  

O momento agora é só seu.

Em algum lugar do meu inconsciente, dentre várias vidas, criaram-se em mim marcas de um passado caracterizado por uma profunda anulação do meu eu.

Vivi querendo me integrar: em comunidades, grupos, ciclos de amizades, ideais e causas. Queria me fundir, quando o que precisava era me expandir.

Eu vivia olhando para o futuro, mas também mantinha o retrovisor sempre voltado para quem estivesse comigo. Havia sempre um grupo, uma comunidade, um ideal ou uma causa com os quais eu pudesse me identificar.

Eu tinha muitos sonhos. Pensava demais no futuro. Poderia ser visto como um visionário ou, simplesmente, como alguém que sonhava demais.

Era como carregar dentro de mim o arquétipo de um cientista excêntrico: alguém brilhante, observador, questionador, capaz de enxergar possibilidades que os outros não percebiam, mas preso dentro de si mesmo, com uma dificuldade imensa de se expressar.

No fundo, queria ser o contestador, o diferente, aquele que questionava o mundo mas queria uma estrutura segura que me protegesse enquanto fazia isso.

Eu ouvia as pessoas, mas, a cada palavra pronunciada pelo outro, já criava mentalmente um texto pronto de crítica, argumentação ou sarcasmo para responder. Quando estava tudo bem, ou quando ninguém me perguntava nada, muitas vezes eu simplesmente não expressava minha opinião.

Mas, dentro de mim, ela era quase sempre a única correta.

Minha rapidez mental era absurda. Argumentar comigo exigia fôlego. Eu tinha uma resposta para tudo, uma explicação para tudo e, muitas vezes, uma crítica pronta antes mesmo de a outra pessoa terminar de falar.

Eu queria lutar pelos meus sonhos, mas muitas vezes não conseguia concretizá-los.A ansiedade, o pessimismo e o excesso de pensamentos faziam com que minhas ideias nunca ganhassem concretude.

E então nascia o ciclo:

ideia – análise – crítica – dúvida – ansiedade – outra ideia – mais análise, e por fim inação.

Enquanto isso, Leão perguntava:

“Está bem. Mas qual delas vais criar?”

Eu precisava entender que uma ideia não transforma o mundo enquanto permanece apenas dentro da minha cabeça.

No fundo, eu também não queria me mostrar. Tinha medo de parecer egocêntrico, de querer aparecer demais, de chamar atenção para mim.

Era mais confortável apontar aquilo que precisava ser mudado no mundo do que perguntar o que precisava ser mudado em mim.

E, muitas vezes, nada era minha culpa. Era culpa da cultura, das pessoas ao meu redor, dos meus pais, das circunstâncias, do ambiente. Eu delegava ao outro os motivos da minha covardia em me tornar alguma coisa.

“O que adianta?” quase poderia ter sido um lema da minha vida.

Havia uma mesquinhez em algumas das minhas atitudes. Eu podia me tornar ranzinza, reclamar de tudo, encontrar defeitos em tudo. E, muitas vezes, era mais fácil criticar aquilo que existia do que construir aquilo que eu desejava que existisse.

Também me faltava ar.

Talvez porque eu tivesse passado tempo demais distante dos meus próprios sentimentos.

Como eu vivia integrado aos grupos, meus relacionamentos muitas vezes surgiam dentro deles. O amigo do amigo, a pessoa que fazia parte do mesmo círculo, alguém que compartilhava os mesmos ideais.

E, quando havia afinidade intelectual e identificação com os mesmos valores, eu podia confundir isso com amor.

“Meu melhor amigo é o meu amor” poderia descrever muito bem a forma como eu buscava segurança.

Afinal, era mais fácil amar alguém com quem eu pudesse compartilhar ideias, liberdade e amizade do que me entregar completamente à vulnerabilidade do coração.

As paixões intensas, por outro lado, retiravam meu eixo.

Eu oscilava entre racionalidade e intensidade, frieza e paixão, necessidade de liberdade e desejo de segurança. Procurava constantemente aquilo que fosse novo, diferente, original. Queria ser o diferentão mas, muitas vezes, um diferentão que ainda dependia do grupão para se sentir pertencente.

E, quando não era compreendido pelos grupos, procurava a reclusão.

Voltava para dentro da minha cabeça e assumia novamente o arquétipo do eremita, mergulhado em pensamentos grandiosos, ideias, teorias e possibilidades.

Era uma oscilação constante entre o social e o isolamento, entre querer pertencer e querer fugir. Entre querer ser diferente e precisar que os outros reconhecessem essa diferença.

Eu buscava pessoas originais e criativas. Eu mesmo tinha talentos, mas nunca parecia ter tempo para utilizá-los.

O rancor também fez parte desse caminho. Muitas vezes eu não conseguia me flexibilizar diante das ações dos outros. Para mim, a pessoa simplesmente “não merecia”.

E, quando eu acreditava que alguém não merecia, fechava a porta. Não havia espaço para compreender, perdoar ou simplesmente aceitar que as pessoas são imperfeitas.

Eu também podia desejar impressionar os outros, vivendo em função do olhar alheio. E isso me levou, algumas vezes, a me envolver com pessoas que não me acrescentavam, simplesmente porque pertencer àquele contexto parecia mais importante do que perguntar se aquilo realmente me fazia bem.

Extremava meus esforços em prol da mudança e, ao mesmo tempo, podia ser profundamente contraditório.

Queria liberdade, mas buscava segurança, desejava a mudança, mas tinha medo dela.

A razão sempre… ignorava as razões do coração.

Podia ser avesso ao casamento tradicional e desejar manter a vida de solteiro mesmo depois de estar comprometido, evitando entregar-me completamente. Fugindo dos compromissos, mas estando lá no físico, sem estar lá por inteiro.

E havia também a tendência de acreditar naquilo que diziam sobre mim, desde que fosse lisonjeiro.

Mas agora chega! Agora começa outra jornada.

Vou continuar sendo um idealista. Continuarei cantando Imagine, de John Lennon, e acreditando que o mundo pode ser melhor.

Meu coração dói porque ele clama para que eu me mostre.

Para que eu seja líder, para que eu coloque minha criatividade no mundo.

Para que meus talentos sejam vistos, desenvolvidos e reconhecidos.

Preciso parar de olhar constantemente para o que meus amigos estão fazendo, para aquilo que dizem, pensam ou sentem.

Preciso parar de medir minha vida pela vida dos outros. Preciso ser eu, não ter medo de ocupar espaço.

Mas, em vez de ficar pensando por que o outro não me entende, estarei tão focado nos meus planos, naquilo que estou construindo e naquilo que quero manifestar, que isso pouco me importará.

Quero ajudar? Ótimo. Mas agora a minha generosidade será plausível, concreta, demonstrada.

Não precisarei apenas desejar ajudar, vou ajudar.

Não precisarei apenas imaginar, vou criar.

As paixões que antes eram frias poderão ser intensas. E o mais importante além de me amar aprenderei a ser leal aos meus. Um leão ou uma leoa que protege, defende e cuida daqueles que ama. Que está presente em corpo e ALMA!

Nessa jornada, o mundo continuará sendo um ideal de concretude. Continuarei desejando uma humanidade melhor, mais livre, mais justa e mais consciente.

Mas finalmente entendi que posso mudar o mundo começando por mim.

Sem rupturas bruscas, sem a frieza que tantas vezes usei como proteção e sem transformar a minha independência em egoísmo.

De tanto ficar longe de mim, eu não conseguia enxergar as minhas próprias atitudes.

Quero ter prazer em estar vivo, o calor do coração voltará a pulsar: Vida, vontade, amor, verdade, criatividade e coragem.

Não quero mais ser conhecido apenas por aquilo que possuo, pelo que penso, pelo quanto sei ou pelas ideias que defendo.

Quero ser conhecido por aquilo que sou.

Quero que estejam perto porque existe calor e presença.

E talvez essa seja a verdadeira passagem do meu Nodo Sul em Aquário para o meu Nodo Norte em Leão: não sair da humanidade, mas deixar de desaparecer dentro dela.

Aquário me ensinou que não estou sozinho. Leão1 agora me ensina que, mesmo não estando sozinho, sou único.

E eu não preciso desaparecer para pertencer.

Posso mostrar aquilo que existe dentro de mim, e a minha luz não precisa apagar a luz de ninguém.

Eu não preciso mais escolher entre ser parte do mundo e ser eu mesmo.

Posso fazer as duas coisas. Mas, desta vez, primeiro preciso existir.

Característica a ser desenvolvida: Generosidade
Principal defeito: Frieza
Eixo: Originalidade (Aquário) e Criatividade (Leão)

  1. O Nodo Norte representa um caminho de desenvolvimento, não um destino garantido. A alma é convidada a desenvolver nesta vida. Como temos livre-arbítrio a pessoa pode:
    permanecer quase toda a vida nos padrões do Nodo Sul, por serem familiares e confortáveis;
    e desenvolver parcialmente as características do Nodo Norte. ↩︎
Guitarist serenading a woman holding a rose outside Casa Sofia

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