Nodo Sul em Áries e Nodo Norte em Libra


Olá, queridos!!!  Antes de começar, um lembrete importante!

Os textos a seguir partem do estereótipo menos desenvolvido de cada signo, ou seja, representam seus padrões mais desafiadores, suas sombras e comportamentos que podem aparecer quando aquela energia está sendo vivenciada de forma imatura ou desequilibrada.

Mas atenção: o Nodo Sul não representa apenas aquilo que precisamos superar. Ele também revela talentos, habilidades e características que já dominamos e que podem, e devem continuar sendo utilizadas ao longo da nossa jornada. O objetivo não é abandonar o Nodo Sul, mas integrar seus recursos e utilizá-los de maneira mais consciente, enquanto caminhamos em direção ao propósito simbolizado pelo Nodo Norte.

Por isso, não tome esta leitura como uma verdade absoluta sobre você ou sobre qualquer pessoa. Um mapa astral é muito mais complexo do que um único posicionamento. Para compreender verdadeiramente uma personalidade e a dinâmica de um mapa, é necessário analisar o conjunto: signos, casas, planetas, aspectos e a relação entre todos esses elementos.

Use esta leitura como uma ferramenta de reflexão, e não como um rótulo. A astrologia não se resume a um único ponto do mapa e você também não.

Anos correspondentes ao Nodo Sul em Áries, confira com atenção se o seu ano de nascimento está na tabela abaixo antes de prosseguir:

Período
12 set 1939 – 24 mai 1941
17 jun 1958 – 15 dez 1959
08 jan 1977 – 05 jul 1978
02 ago 1995 – 25 jan 1997
19 fev 2014 – 12 nov 2015

E agora… vamos falar sobre a sua alma. 

  • Confira se a sua data de nascimento e se o período está na tabela acima antes de continuar! Aos nascidos nos anos de 1939 a 1941, de 1958 a 1959, de 1977 a 1978, de 1995 a 1997 e de 2014 a 2015, boa leitura!

Existem memórias que permanecem gravadas na alma, talvez de outras vidas, e algumas dessas recordações continuam a ecoar no presente. Um sussurro de outros tempos, em que posso ter vivido muitas experiências nas quais desenvolvi uma enorme autoconfiança e autoestima.

Fortaleci meu ego e minha individualidade. Vivi em constante movimento, inquieto diante da vida, sempre em busca do próximo desafio. Onde houvesse uma nova aventura, eu seguiria sem hesitar, muitas vezes sem plano algum. A ação me alimentava. O movimento despertava meu entusiasmo, minha coragem e meu desejo de conquistar novos territórios.

Em algumas existências, minha capacidade de liderança pode ter ultrapassado certos limites e se transformado em autoritarismo. Acostumei-me a abrir caminhos, tomar decisões e confiar apenas em mim mesmo.

Também posso ter acumulado ressentimentos quando não recebia o reconhecimento que acreditava merecer. A raiva e a frustração surgiam quando meus esforços passavam despercebidos ou quando minha importância não era devidamente valorizada.

E, por muitas vidas, posso ter sentido inveja daqueles que alcançavam posições melhores. Afinal, no fundo, eu sempre me considerei melhor do que todo mundo.

E quando alguém chegava antes de mim?

Aquilo doía no ego.

Podia gerar atitudes de extrema imaturidade: choro, birra, explosões de raiva ou, em situações mais extremas, até a vontade de quebrar alguma coisa.

Era difícil aceitar que outra pessoa pudesse ter aquilo que eu queria.

No campo dos relacionamentos, vivi paixões intensas e arrebatadoras. Apaixonava-me rapidamente e, muitas vezes, perdia o interesse com a mesma velocidade.

Meu instinto de conquista era direto, espontâneo e autêntico. Nunca tive muita paciência para jogos, indecisões ou rodeios. Se fosse para me entregar, seria de forma apaixonada e intensa.

Mas o desinteresse sempre foi algo com que tive de conviver.

Quando a presa era fácil demais, eu perdia o interesse. Meu instinto era o da caça, porque conquistar alguém também era uma maneira de provar o meu próprio valor.

A lentidão, a indecisão e as atitudes evasivas sempre me cansaram. Em alguns relacionamentos e casamentos, posso até ter sido visto como egoísta, por priorizar meus desejos, minhas vontades e minha liberdade acima das necessidades do outro.

Paciência definitivamente não era o meu forte.

As pernas inquietas, a irritabilidade constante, a impaciência que parecia não ter fim… tudo podia vir acompanhado de ciúmes, impulsividade e daquela necessidade quase imediata de reagir.

Eu queria respostas, e queria agora.

Por muitas vidas, posso ter sido grosseiro, mandão e até agressivo, comportando-me como uma criança berrenta, fazendo fiasco… muito fiasco.

E quando a razão vinha…se vinha, chegava depois dos atos, quando eu finalmente parava para pensar no que havia feito.

Primeiro eu agia, depois eu pensava.

E, às vezes, só muito depois eu percebia as consequências. Imaturidade que se chama?

A raiva contida também podia se transformar em tensão. O corpo carregava aquilo que eu não sabia expressar de outra maneira.

A cabeça doía. O corpo ficava inquieto.

E, quando não era a cabeça doendo, era a minha própria cabeça que parecia estar sempre batendo em algum lugar, graças ao meu modo tão “gentil” de me comportar.

Jeitoso(a), delicado(a) só que não.

A briga era algo tão natural para mim que eu não sabia viver de outra maneira. Sabia me posicionar e lutar por aquilo que queria. Meu problema era saber quando parar.

E jamais… levava desaforo para casa. Jamais!

A defesa das minhas ideias podia passar pelo vulcão, partindo para a erupção das palavras: Seguraaaa, lá vem textão!

Mas nesta vida aceitei um novo desafio.

Minha jornada agora consiste em encontrar o equilíbrio entre as minhas necessidades e as necessidades daqueles que caminham ao meu lado.

O excesso de individualismo, o orgulho e qualquer resquício de egocentrismo podem se tornar obstáculos importantes caso eu continue acreditando que tudo deve girar ao meu redor.

Deixarei para trás a amargura que carreguei por tantas vidas para me tornar um ser mais polido, educado e sofisticado.

Se antes eu amava lutar por aquilo que era melhor para mim, agora aprenderei a agir com a civilidade que o Nodo Norte em Libra1 me pede.

Não preciso mais usar a força para vencer, posso usar a mente.

Posso dialogar, negociar, argumentar e me fazer entender sem transformar toda conversa em uma batalha. Posso aprender a me posicionar sem precisar atacar. Posso defender minhas ideias sem precisar destruir as ideias do outro.

E, principalmente, posso compreender que nem toda discussão precisa ter um vencedor.

Quando os argumentos terminam, não preciso partir para a gritaria, a grosseria ou a imposição.

Posso respirar, escutar, escolher minhas palavras.

Posso simplesmente deixar ir. É assim que começo a transformar minha força.

E aquela energia que antes precisava estar constantemente em movimento pode encontrar novas formas de expressão: nos exercícios, nos esportes, nas atividades físicas ou na natureza, no contato com o corpo e até na contemplação de uma paisagem tranquila.

Áries é o signo do início, da força concentrada no impulso, na ação, na coragem, na liderança e na iniciativa.

E eu não preciso abandonar nada disso.

Na luz, Áries representa a coragem de existir, de começar, de abrir caminhos e de ter iniciativa. Essa força continuará comigo. Eu jamais deixarei de usar aquilo que aprendi.

A diferença é que agora não preciso caminhar sozinho para provar que sou forte.

Os raios de sol que trazem energia e me revigoram também me convidam a contemplar o ar, a respiração, os pulmões. Sentar-me à beira-mar e sentir a brisa leve que representa o signo complementar, Libra.

O ar fresco, limpo, que toca sem machucar. Que refresca, que circula, que não pode ser segurado, apenas compartilhado.

Preciso aprender a compartilhar!

Aprender a doar em vez de apenas receber, aprender que dividir não significa perder.

Perceber o outro não como um adversário ou um obstáculo, mas como um parceiro de jornada.

Meu crescimento acontece quando aprendo a ouvir, dialogar, negociar e construir pontes. Quando deixo de ocupar sozinho todo o espaço e passo a dividir conquistas, decisões e responsabilidades.

A verdadeira coragem agora não está em vencer sozinho, mas em caminhar junto.

É através da harmonia, da cooperação, da diplomacia e da consideração pelo outro que minha alma encontra um novo caminho de evolução rumo ao Nodo Norte em Libra.

Mas isso não significa deixar de ser Áries, a coragem não sairá de mim está no meu DNA.

Ainda serei um “Ariano torto2“… daquele tipo “Exagerado”3, intenso, impaciente e cheio de energia.

A diferença é que agora posso aprender a contemplar também a leveza e o equilíbrio.

A beleza de não precisar estar sempre em guerra.

Agora começo a perceber que existe outra forma de força, a força de compartilhar, de ceder sem me sentir derrotado, de ouvir sem perder minha voz.

A força de amar sem transformar o amor em uma disputa, de observar que a vida compartilhada pode ser ainda mais bela.

Não se trata de abandonar o “eu”.

Trata-se de deixar de viver no “somente eu”.

É sair do “eu contra você” para descobrir o “eu e você”.

Do eu ao nós. Minha força não desaparece, e sim amadurece.

Porque talvez o grande aprendizado desta vida seja descobrir que, quando caminho ao lado de alguém, ainda continuo sendo eu.

Só que, dessa vez, não preciso caminhar sozinho. E, ainda assim, liderarei o mundo com aliados, percebendo-os como iguais, protegendo-os e ajudando-os a crescer, expandindo esse amor e essa força para melhorar o mundo através das minhas atitudes, unindo dessa vez a razão à ação.

Característica a ser desenvolvida: Abnegação (ato de renunciar aos próprios interesses, desejos ou vontades em prol de outra pessoa, de um grupo ou de um ideal).

Principal defeito: Egoísmo.

Eixo: Eu (Áries) e o Outro (Libra)

Para entender melhor:

  1. O Nodo Norte representa um caminho de desenvolvimento, não um destino garantido. A alma é convidada a desenvolver nesta vida. Como temos livre-arbítrio a pessoa pode:
    permanecer quase toda a vida nos padrões do Nodo Sul, por serem familiares e confortáveis;
    e desenvolver parcialmente as características do Nodo Norte ↩︎
  2. Baseado na música Nobre Vagabundo de Daniela Mercury
    “Tenho a vida doida, encabeço o mundo
    Sou ariano torto, vivo de amor profundo
    Sou perecível ao tempo, vivo por um segundo
    Perdoa, meu amor, esse nobre vagabundo”
    ↩︎
  3. Exagerado, do intenso e ariano Cazuza. ↩︎

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